0 "Poema em linha reta"



Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?



Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa.

Certos poemas, falam por si. Reflitam!
 Beijinhos da L.


0 "Conversa à toa sobre o começo, o meio e o fim do amor"


É certo que o amor começa quase sempre pelo mesmo mecanismo perfeito, preciso, inexplicável que organiza o reencontro inesperado de dois velhos conhecidos numa cidade com seis milhões de habitantes. Do nada. Nasce com a impertinência de uma espinha no rosto da debutante, da noiva ansiosa, da madrinha solteira. No descabimento de um espirro durante o orgasmo, o amor também dá o ar de sua graça. Surge como visita inesperada, resfriado, bolada na praia, multa de trânsito, mamangava, maria-fedida, vagalume, conjuntivite, cabelo branco em adolescente, flor no asfalto, passarinho em escritório.

Sem aviso, o amor rompe a membrana tênue que separa as coisas elevadas, impossíveis, da vida corriqueira e seus acontecimentos rasteiros. Dá as caras à toa, sem mais, como alguém que vai ao mercado, o despertador que não toca, a moça que acorda com raiva, o pobre que acerta na loteria, o tombo da patinadora. Porque o amor pertence à insuspeitada categoria das coisas imprevisíveis. O amor vive no terreno do imponderável. É ali que ele respira, ali ele espera, invisível, seu tempo fortuito e incalculável de vir a ser.
Ah… o amor que adora despertar no desencontro absoluto e na coincidência escandalosa dos números inacreditáveis, na história improvável da moça que passa sete anos sozinha e, dois meses depois de engatar um namoro assim-assim, encontra um moço que viveu os mesmos sete anos casado e há dois meses — os mesmos e inacreditáveis dois meses — encerrou mais uma entre tantas tentativas de amar e ser amado. É, o amor também principia em desarranjo e escárnio divino.
Então, uma vez iniciado, o amor vive sua maior peleja: o meio. Porque difícil não é o começo e nem o fim do amor. É o meio, o que existe entre um e outro lado da história, entre a capa e a contracapa, a frente e o verso. O morno que um dia foi água pelando e no outro será gelo e indiferença. A segunda, terça, quarta e quinta feiras de todo amor.
Quando chega ao meio é que o amor se põe à prova. E só sobrevive a esse terreno esburacado e enganoso o amor dos amantes operários. O amor trabalhador. Porque é de subidas dolorosas, descidas traiçoeiras e retas sonolentas que se compõe esse meio-caminho.
Quem aprende a ficar e se manter de pé, a cair e levantar nesse território impreciso vive o amor em sua face mais primorosa. O amor parceiro de quem se sabe disposto a caminhar rumo ao inferno para estar ao lado do outro, ou na frente, ou atrás. Porque só quem sobrevive às trevas há de entrar no paraíso.
No meio do amor, é preciso perder o medo de se arrebentar inteiro no campo minado do dia a dia. Ali, os casais caminham com cuidado para não pisar em nenhuma mina, ora sabendo, ora não, que se um o fizer os dois serão atingidos na explosão, tão perto estão um do outro.

Nesse dia, a decência dos amantes é medida pelo tamanho de seu desprendimento e de sua capacidade de engolir o pranto e dizer “adeus, seja feliz”. Porque só merece as dores e as delícias do amor aquele que um dia saiba deixar o outro ir em frente. E que aprenda a estar só novamente e a guardar a dor consigo até a dor passar, como as antigas personagens de desenho animado que engolem bananas de dinamite acesas.A quem supera essa fase é reservado um regalo sublime, bônus do exercício maravilhoso de amar: as lembranças. Vagas e adocicadas lembranças de longas conversas tarde da noite, ouvindo a cidade dormir lá fora. As memórias de viagens e festas, sábados de cinema, domingos de churrasco, segundas a sextas de trabalho, planos e sonhos. As reminiscências, tão sublimes quanto os instantes que as originaram. Afinal, seja qual for o tamanho do meio, um dia o amor chega ao fim.

No amor, que também ama a lógica, depois do começo e do meio vem o fim. Tempo em que ele se arrasta entre migalhas, restos e sobras. Como o guaraná que perde o gás, a cerveja que esquenta, a goiaba que passa do tempo e deixa a casa inteira com cheiro de quintal, é certo que o amor também acaba como começou. Do nada. Em nada, como uma estranha sombra pálida e triste, sinal agudo de que seu tempo já foi e de que é hora de seguir em frente para, tomara Deus seja logo, começar tudo de novo e de novo outra vez.


Autor: André J. Gomes

0 Um "seguir em frente" diferente...




Algumas pessoas acham que namorar é um conto de fadas ou algo necessário na vida.Vivem em função de esperar um companheiro (a) para ter com quem beijar na hora que quiser, alguém pra passear de mãos dadas, para ter um status em rede social, etc. Namorar é fácil. Difícil é ter mentalidade forte pra lhe dar com os defeitos do parceiro (a), com as fases difíceis, com a discórdia alheia, com o julgamento alheio. Difícil mesmo é ter opiniões contrárias, mas ainda sim querer estar perto. Difícil mesmo é abrir mão de certas coisas para um bom convívio. Difícil mesmo é ter paciência para suportar todo lado negro de um relacionamento. Difícil mesmo é amar de verdade.

Então, é essencial aprendermos que quando essas situações são falhas não é o fim do mundo. É apenas o fim de uma etapa da sua vida que não se encaixa mais no presente. Nesse sentido, passar anos se dedicando a alguém, não é um contrato invisível no qual supostamente o casal deve viver para sempre juntos; mesmo que não haja amor. 
Creio que os humanos ainda são eternos aprendizes no quesito : definir o que é amor. Porém, temos certeza de que esse sentimento não se adentra à traições, a "vamos dar um tempo" ou  envolvimentos com terceiros. 

Eu poderia ''encher linguiça'', ao dar dicas sobre como se deve prosseguir após realmente fazer essa introspecção sobre relacionamentos, como : Procure não saber de nada da pessoa, ignore-a quando ela resolver aparecer em um dia qualquer, evite lugares onde ela possa estar, etc. 
Sim, por vezes, é necessário agir dessa maneira... No entanto, o diferencial está em munir-se de maturidade e bom senso ao se deparar com o passado. Se permitir doer por inteiro a fim de aceitar que o amor só vale a pena quando vivido sem obrigações. Pois, quando queremos estar realmente com alguém, faremos o que for com prazer. Entenda que o mundo não é uma pessoa e sim um espaço vasto, no qual, é certeza de que tem aquele (a) que vai te mostrar que namoro é satisfação e não conveniência! 

Para isso, siga em frente desse jeito diferente... Afinal, o
 "nada é para sempre" é o lado gostoso da vida. É tudo uma questão de ponto de vista. 

1 Globalização : entre o ideal e o real


Inevitavelmente, as grandes navegações do século XV apenas iniciaram a atemporal corrida para a obtenção dos monopólios econômicos do planeta. Isto por que, ainda que visualizada como integração global, a globalização mostra suas controvérsias quando observamos a estagnada situação dos países subdesenvolvidos; bem como a segregação da sociedade carente e diversas desvantagens culturais. 

Por trás do pretexto de expansão tecnológica e desenvolvimentista, as transnacionais escondem o anseio pelo poderio econômico quando instalam suas indústrias e empresas nas pátrias emergentes. Uma vez que, estes, desprovidos de artifícios e legislação trabalhista compatíveis com os das potências, acabam oferecendo mão de obra barata; culminando no trabalho infantil, intensa terceirização  exploração operária. Além disso, os blocos regionais não podem ser designados apenas a ascensão econômica, pois paralelamente encontra-se o "efeito dominó". No qual, a crise de um país pode gerar desemprego em massa e aumentar a miséria a nível global.

Enquanto isso, segundo a mídia cerca de 20% da floresta Amazônica já foi degradada devido a indústrias de fabricação de borracha; deixando perceptível que muitas vezes as diretrizes econômicas priorizam setores de menor importância se comparados a preservação ambiental. Vale salientar também que os prejuízos não se delimitam apenas a questões financeiras, mas também afeta nas identidades locais. Uma vez que, ao ultrapassar as barreiras internacionais da mídia, resulta na prevalência de culturas dominantes. Temos o exemplo do Inglês ser o idioma universal, deixando clara a forte influência norte-americana no cenário mundial.

Portanto, fica claro que a atual e real globalização contradiz a sua teoria, pois isola milhares de cidadãos e faz-se necessário combater esta barbárie. Para isso, é preciso acabar com os embriões desses malefícios, proporcionando uma distribuição mais justa de oportunidades de ascendência para todos os países do globo; bem como preservar o trabalhador e o meio ambiente. Para que assim ela possa ser um arsenal de prosperidade socioeconômica, e, de fato, seja a integração tão idealizada. 


Dissertação : Layanny Rocha. 

0 Medo da Eternidade - Clarice Lispector.





Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.

- Não acaba nunca, e pronto.

- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.

- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.

- Perder a eternidade? Nunca.

O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

- Acabou-se o docinho. E agora?

- Agora mastigue para sempre.

Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


-

Queremos tanto a eternidade em tantas coisas, mas será que ela realmente nos fará feliz? Será que ela tem gosto bom? 

Beijinhos da L.

7 "A atual situação do negro no Brasil."


Mesmo contabilizando-se mais de 100 anos do fim do trabalho escravo, as marcas da escravidão encontram-se impregnadas no cenário nacional. Prova disso, são as situações cotidianas e as estatísticas midiáticas mostrando a desfavorável situação do negro no país. Os quais, por mais que protegidos pela legislação vigente, continuam sofrendo de uma atemporal opressão social. 

Nem mesmo o advento de um novo século, tampouco novos regimes políticos conseguiram erradicar a péssima situação do negro no Brasil. Percebe-se que a miscigenação, quando alegada teoricamente, torna-se um acobertamento da troca de chibatadas pela discriminação racial, quilombos por comunidades carentes e trabalho escravo pela terceirização. Tais aspectos estão comprovados em corriqueiras publicações midiáticas, nas quais a principal consta que 60% da população pobre e vivendo em áreas anecúmenas na nação é composta por afrodescendentes. 

Como se não bastasse a herança histórica da miséria, os negros vivenciam o preconceito étnico ora no mercado de trabalho, ora no sistema educacional ou nos aspectos sócio-culturais. Nos quais, temos o exemplo da burocratização do casamento inter-racial no país, que segundo o (IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ocorre em escala de apenas 24% desde 2005. Outro fator a se questionar é a permanência do maniqueísmo religioso (divisão do bem e o mal), o qual serve de referencia para segregar a cultura afrodescendente, designando o candomblé e a capoeira a rituais satânicos. 

Vale salientar também que quando o assunto é sobre cotas raciais, os afrodescendentes ainda sofrem descaso pela sociedade. Entretanto, é comprovado na mídia e socialmente a escassez destes cidadãos no campo universitário, uma vez que são os mais afetados pela ineficiência do sistema público educacional do país. O que acaba por afetar na peneira seletiva do mercado de trabalho, como consta na mídia que apenas 62,5% dos negros são apenas terceirizados.

Portanto, como já apela Gabriel Pensador em "Lavagem Cerebral", a conscientização da sociedade para que a miscigenação seja de fato praticada na esfera social. Nesse sentido, a população em parceria com o Estado, podem quebrar os vestígios da europeização no país, acolhendo os afrodescendentes, os quais contribuíram literalmente para a formação da etnia de todos os brasileiros. Afinal, os negros nunca foram e nem são uma barbárie social, mas sim o preconceito para com eles.


Dissertação : Layanny Rocha.



"Tenho um sonho: o de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela essência do seu caráter."

Martim Luther King.

2 Sobre : Cícero Lins


Oi gente! estou sumidinha daqui né? Espero que vocês lembrem que é por motivos importantes! Para quem não sabe, sou vestibulanda. Dai já imaginam como é a minha vida né hahaha.
Agora venho compensar essa ausência com uma dica de músicas incríveis! Sei que muitos de vocês, devem conhecer o Cícero, mas para quem não conhece, não vai se arrepender de ler o post e escutar as músicas. 

"O mais recente fenômeno musical independente da internet brasileira" sentiu a responsa e o prestígio? Foi a Multishow, Contigo e cerca de 100 mil internautas, que o designou a este patamar! haha

Nascido no Rio de Janeiro e formado em Direito, porém, já era claro o seu amor pela música aos 16 anos! Fez parte de uma banda, mas a inspiração e prestígio merecido, veio na carreira solo iniciada em seu apartamento. Onde Cícero compôs e gravou o seu primeiro CD e disponibilizou para download gratuito! Já fez parcerias com grandes nomes da MPB, como Moska e Wado. Hoje com 27 anos se dedica a música e está para lançar o seu 2° disco chamado "Sábado"  e ir  além da internet.

As suas composições são tão deslumbrantes que além de prêmios como : Prêmio Multishow de Música Brasileira e Prêmio MPB fm Contigo a repercussão gerou em tatuagens *-* :



Então vamos para a parte boa né? aqui está o CD "Canções de Apartamento" para download : clique aqui (NÃO É VÍRUS GENTE!)

E aqui para quem quiser escutar enquanto o download não termina HAHAHA




"Entra pra ver
como você deixou o lugar
E o tempo que levou pra arrumar
aquela gaveta
Entra pra ver
Mas tira o sapato pra entrar
cuidado que eu mudei de lugar
algumas certezas
pra não te magoar" 

"Não tem jeito não
A gente sempre espera piorar
A gente sempre deixa de cuidar
Do que já tem na mão"



"A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar"



"Eu vou te acompanhar de fitas
Te ajudo a decorar os dias
Te empresto minha neblina
Vamos nos espalhar sem linhas
Ver o mundo girar de cima
No tempo da preguiça"

"
Nem vi você chegar

Foi como ser feliz de novo
Nem vi você chegar
Foi como ser feliz
Ainda faz
Um tempo bom
Pra desperdiçar comigo
Podemos enfeitar domingos"


Beijinhos da L.
P�gina Anterior Pr�xima P�gina Home
 

Copyright © 2012 Pitaco Pink! Elaborado por Marta Allegretti
Usando Scripts de Mundo Blogger